Duas equipas de cientistas norte-americanos desenvolveram novos materiais capazes de pavimentar o caminho para ainda menores, mais rápidos, e potentes electrónicos, numa altura em que a tecnologia de semicondutores começa a alcançar os limites do íon miniaturizado.
Uma dessas equipas criou um filme capaz de armazenar dados de 250 DVDs numa superfície do tamanho de uma moeda. Outra desenvolveu transitores minúsculos (blocos de construção dos processadores de PCs) com uma fracção do tamanho daqueles usados em chips avançados de silício.

A Nanotecnologia é a “base” destes dois avanços, esta tecnologia permite desenvolver e manipular materiais centenas de vezes menor que a largura de um fio de cabelo, também é vista como uma forma de se criar materiais mais fortes, e , ao mesmo tempo mais leves, além de cosméticos e alimentos com mais sabor. É a redução de partículas em escalas até mil vezes menores que na microtecnologia, medida utilizada atualmente, por exemplo, nos chips de computador.
Na mesma altura uma equipa da Universidade de Massachusetts e da Universidade Berkeley, da Califórnia, descobriram uma forma mais rápida e eficiente de criar um filme semicondutor que poderá aumentar significativamente a capacidade de armazenamento de dados. Muitos cientistas tentaram usar polímeros para criar camadas de filme semicondutores, mas o material frequentemente perdia sua estrutura quando aberto em superfícies muito grandes. Para superar isso, a equipa liderada por Thomas Russell, da Universidade de Massachusetts, aqueceu cristais de safira para criar um padrão específico de sulcos na superfície. Isso serviu como um guia para o filme semicondutor.
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